• Gilbert Lorens

USO DA TECNOLOGIA "BLOCKCHAIN" MELHORA A TRANSPARÊNCIA NO VAREJO

Atualizado: Mar 30


A mudança mais significativa do avanço tecnológico é a crescente demanda por máxima transparência em todas as fases do varejo. Ao investir na tecnologia blockchain, as empresas varejistas estão fornecendo as informações que os consumidores desejam, como qualidade, segurança, ética, impacto ambiental e muito mais. Isso, acaba promovendo relacionamentos mais fortes e mais autênticos, entre varejistas e clientes, melhorando a experiência de compra.

1 - O QUE É A TECNOLOGIA BLOCKCHAIN?


O blockchain (1) é, nos mais simples termos, uma série de registros de dados (informações) imutáveis que são gerenciados por grupos de computadores que não pertencem a qualquer entidade. Utilizando princípios criptográficos, cada um destes blocos de dados são seguros e ligados uns aos outros, formando uma grande rede de informações ou banco de dados (2). Sobre informações, leia nosso artigo "A moeda mais valiosa do século XXI".

A rede blockchain não tem autoridade central - ela é a própria definição de um sistema democratizado, já que as informações registradas são imutáveis e podem ser compartilhadas, ou seja, estão disponibilizadas para qualquer pessoa e todos podem ver. Portanto, tudo o que é construído no blockchain é, por sua própria natureza, transparente e todos os envolvidos são responsáveis por suas ações.

O blockchain é uma maneira simples, porém engenhosa, de passar informações online (3) de A para B, de forma totalmente automatizada e segura. Uma parte de uma transação inicia o processo criando um bloco. Esse bloco é verificado por milhares, talvez milhões de computadores (4) distribuídos pela rede.

O bloco verificado é adicionado a uma cadeia, que é armazenado na rede, criando um registro exclusivo. Falsificar um único registro, significaria falsificar toda a cadeia em milhões de instâncias. Isso é virtualmente impossível. A moeda digital bitcoin, também conhecida como moeda virtual, criptomoeda, dinheiro eletrônico ou moeda criptografada, usa essa tecnologia para transações monetárias, mas pode ser implantada em muitos outros setores, incluindo o varejista. A razão pela qual o blockchain ganhou tanta admiração no mercado (5), é que ele não pertence a uma única entidade; ele é descentralizado; nele, os dados são armazenados por meio da criptografia (6); ele é imutável, já que ninguém pode alterar os dados lá inseridos; ele é transparente, já que qualquer pessoa pode ter acesso às informações nele existentes.

Uma cadeia de suprimentos engloba todas as etapas do ciclo de vida de um produto, desde a sua produção até a entrega ao consumidor final. Fazem parte dessas etapas: os fornecedores de matéria prima; os fabricantes; os distribuidores; os varejistas e os consumidores (7). O recente aumento do consumismo ético e o interesse pelas origens dos produtos estão frequentemente em desacordo com o desenvolvimento da cadeia de suprimentos, que vem se tornando cada vez mais complexa, e difícil de ser acompanhada pelos consumidores. Todavia, através do blockchain é possível suprir essa falha, já que ele permite aos consumidores rastrearem as mercadorias em todas as fases da cadeia de suprimentos (8), desde as matérias-primas utilizadas na produção até a chegada do produto na prateleira.

É o caso de um supermercado que vende bolo de banana. Os dados do blockchain incluem informações sobre os ingredientes utilizados na sua fabricação. Isso, permite ao consumidor identificar se os fabricantes estão usando banana e açúcar orgânicos; se os alérgenos (substâncias de origem natural, que provocam uma reação exagerada do sistema imunológico e causam a inflamação) foram incluídos e, também, se os ingredientes estavam frescos.

Essas informações não só podem adicionar um novo nível de confiança no relacionamento entre empresas (9) e consumidores, como também, um registro digital inalterável de cada estágio do processo da cadeia de suprimentos, o que ajudará a garantir autenticidade, segurança e reduzir o risco de falsificação. Daí, muitas empresas já estarem oferecendo a tecnologia blockchain com o fim de ajudar o consumidor a rastrear a cadeia de suprimentos, tornando o processo completamente mais seguro e sem necessidade do uso de registros em papel.


2 - USO DO BLOCKCHAIN NO SETOR VAREJISTA


Embora o setor financeiro venha, há anos, utilizado com sucesso o blockchain, é no setor varejista que essa inovação tecnológica promete muitos benefícios. Experimentos recentes com o blockchain, feitos por grandes varejistas, como Walmart, Amazon e Alibaba, identificou muitas possibilidades dessa tecnologia resolver os antigos desafios do setor de varejo (10), como ajudar as empresas a melhorar a forma de armazenar informações sobre seus fornecedores; facilitar a execução de pagamentos e contratos e até mesmo reforçar a autenticidade do produto, para evitar a falsificação de mercadorias.

Como as vendas no varejo estão cada vez mais online, fortalecendo o e-commerce (11) global, os varejistas estão buscando fazer uso do blockchain, desde o gerenciamento da cadeia de suprimentos até a melhoria dos programas de fidelidade do cliente. A seguir, estão quatro benefícios garantidos com o uso do blockchain no varejo.

2.1. Impedir o comércio de produtos falsificados


Em 2017, as perdas no varejo mundial, devido às fraudes, foram estimadas em US $ 23 bilhões. Os varejistas do setor de bens de consumo de luxo, são os mais vulneráveis a fraudes, com uma média de 20 a 30% de prejuízos, devido às suas margens de lucro, excepcionalmente altas.

Com os falsificadores e a fraude no varejo em ascensão em todo o mundo, a tecnologia (12) blockchain oferece às empresas uma maneira de atribuir um código criptografado para cada produto e permitir que seus clientes acessem, com total segurança, todo o histórico desse produto: do fabricante ao consumidor final.

A IBM desenvolveu recentemente a TrustChain, um blockchain que prova a autenticidade das joias, ao permitir que os consumidores acompanhem todos os passos da cadeia de fornecimento, da mina à loja (13).


2.2. Rastrear o produto em todas as fases da cadeia de suprimentos


A capacidade de rastrear produtos (14) através da cadeia de suprimentos é um dos usos mais populares da tecnologia blockchain no varejo até hoje. Além de ajudar a verificar a origem e eliminar os produtos falsificados, também está causando impacto na segurança alimentar.

A Walmart é pioneira no uso da tecnologia blockchain na cadeia de fornecimento de alimentos para reduzir o desperdício, reduzir os tempos de rastreamento e melhorar o gerenciamento e a transparência da contaminação. Essa gigante do varejo registrou várias patentes relacionadas à tecnologia blockchain, incluindo uma para um sistema "Smart Package", ou dispositivos que contêm informações sobre o conteúdo de um pacote, suas condições ambientais, sua localização e muito mais.

A empresa Starbucks também está explorando a tecnologia blockchain com programas piloto na Colômbia, Costa Rica e Ruanda que ajudam a rastrear seu café e compartilhar informações, em tempo real, sobre sua cadeia de suprimentos.

A grande rede de supermercados francesa Carrefour também lançou o primeiro “blockchain de alimentos” da Europa, que usa a tecnologia para rastrear suas linhas de produtos animais e vegetais. Os consumidores poderão digitalizar um código QR com seus smartphones (15) e visualizar toda a jornada de um produto até a prateleira.

Espera-se que o mercado de tecnologia de rastreabilidade de alimentos continue crescendo a 7,15% anualmente e atinja os 20,95 bilhões de dólares em 2026. À medida que os consumidores se preocupam mais com a origem dos produtos, varejistas de todas as indústrias adotam práticas mais éticas de suprimento e usam blockchain para fornecer mais transparência em suas cadeias de suprimentos.


2.3. Permitir o pagamento com moedas criptografadas


Em 2014, a Overstock tornou-se um dos primeiros varejistas na internet (16) a aceitar pagamentos com Bitcoin (17). Hoje, varejistas online de todos os tamanhos começaram a aceitar moedas criptografadas como uma das forma de pagamento. No entanto, ainda vai levar algum tempo para que as carteiras digitais (18) e os pagamentos com criptomoeda (19) alcancem posição de predominância no varejo. Leia nosso artigo "O Bitcoin e suas implicações para o consumidor".

A grande maioria dos varejistas online ainda prefere oferecer métodos tradicionais de pagamento, principalmente devido às drásticas flutuações nos valores da moeda digital (20), enquanto outros consideram a sua implantação muito complicada. No entanto, isso também significa que o espaço de pagamentos online ainda está praticamente inexplorado.

Os varejistas que estiverem dispostos a experimentar pagamentos com dinheiro eletrônico (moeda virtual), podem aproveitar um fluxo de receita adicional e alcançar mais clientes em todo o mundo. Além disso, a tecnologia blockchain também fornece aos varejistas mais controle sobre como eles distribuem cupons ou descontos e como os clientes os resgatam. A Mastercard, por exemplo, registrou uma patente para um sistema que usa a tecnologia blockchain para autenticar cupons. O sistema fornece uma maneira para os varejistas reduzirem a fraude de cupons e emitir descontos altamente direcionados, de maneira mais eficaz.

De todos os usos atuais da tecnologia blockchain, a capacidade de ajudar os varejistas a simplificar os pagamentos online (21) e reduzir as fraudes é uma das mais promissoras.


2.4. Garantir segurança no uso dos programas de fidelidade


Da coleta de pontos de supermercado a milhas aéreas, os programas de fidelidade e recompensa são uma forma fundamental dos varejistas engajarem seus clientes e se manterem competitivos. No ano passado, apenas nos EUA, havia 3,8 bilhões de usuários de programas de fidelidade de consumidores. A American Express também está experimentando a tecnologia blockchain para renovar seu programa de recompensas por fidelidade.

Os programas existentes costumam ser propensos a uso incorreto ou fraude e podem causar uma série de desafios e prejuízos para os varejistas, se não forem implementados ou mantidos corretamente. Do lado do consumidor, muitos usuários (57%) sentem-se insatisfeitos com os programas de fidelidade ou os abandonam rapidamente, principalmente porque acham o processo de inscrição excessivamente complicado ou porque demoram demais para ganhar pontos.

O blockchain está lidando com vários desses problemas, oferecendo novas maneiras de gerenciar, proteger e, por fim, centralizar os dados do programa de fidelidade (22). Ele não só permite o resgate seguro e imediato de pontos de recompensa de fidelidade, mas também simplifica o desenvolvimento e a troca de pontos entre varejistas e programas. Com um banco de dados de transações à prova de adulterações e com registro de data e hora, os varejistas podem proteger e rastrear transações de programas de fidelidade, de maneira fácil e transparente. Em última análise, isso pode reduzir os custos associados a programas complexos de fidelidade e evitar erros e fraudes.


2.5. Permitir o uso dos Contratos inteligentes


O Blockchain permite o uso dos chamados contratos inteligentes, que ajudam a facilitar as dificuldades associadas à cobrança e ao cumprimento das estruturas de transação tradicionais. Por exemplo, coleta e pagamento instantâneos; reembolsos automatizados; liquidação de seguro automatizada e pagamento, e assim por diante. Enfim, o potencial no setor varejista é notavelmente evidente, à medida que o uso do blockchain continua a ganhar a confiança de grandes empresas em todo o mundo, o que fará aumentar a demanda por essa tecnologia nos próximos anos.


3 - CONCLUSÃO


Todo mundo está falando sobre blockchain nos dias de hoje, e alguns até o rotularam como a próxima tecnologia disruptiva (23) que mudará fundamentalmente o setor de varejo. No entanto, muitos varejistas ainda não tomaram as medidas necessárias para entender como essa inovação tecnológica (24) pode ajudar seus negócios e o que será necessário para adotá-lo em toda a sua extensão.

Estudos sugerem que o público em geral aceitará completamente essa nova tecnologia até 2025. Isso torna ainda mais necessário usá-lo nos diversos setores industriais. Um desses setores proeminentes é o setor de varejo, que está em plena expansão, devido às compras pela internet.

A tecnologia blockchain oferece aos varejistas a oportunidade de aumentar a eficiência, manter a autenticidade dos produtos, criar confiança com os clientes, minimizar a burocracia e aumentar a transparência em todas as fases da cadeia de suprimentos. Já, aos consumidores oferece possibilidades voltadas para melhorar a experiência de compra. (Gilbert Lorenz – Advogado: OAB/BA. 14.396 – Especialista em Relações de Consumo)


NOTA EDITORIAL: O conteúdo editorial desta matéria não foi fornecido ou comissionado por qualquer empresa, assim como, não foram revisadas, aprovadas ou endossadas por elas, antes da publicação. As opiniões, análises, resenhas, declarações ou recomendações expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.


DEFINIÇÃO DE PALAVRAS:


(1) BLOCKCHAIN – Essa tecnologia é um sistema de registro (banco de dados) em blocos, protegidos e conectados usando a criptografia, que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informação pela internet de uma forma que torna difícil ou impossível alterá-lo, hackeá-lo ou trapaceá-lo.

(2) BANCO DE DADOS – É um conjunto organizado de informações devidamente estruturadas e armazenadas eletronicamente em um sistema de computador, permitindo serem facilmente acessadas, gerenciadas, modificadas, atualizadas e controladas.

(3) ONLINE – Significa que um computador está conectado à Internet. Ao contrário de off-line que significa não estar diretamente controlado ou conectado a um computador ou rede externa.

(4) COMPUTADORES – Tecnicamente, é um dispositivo eletrônico programável que tem a capacidade de armazenar, recuperar e processar dados.

(5) MERCADO – É uma estrutura institucional que permite que pessoas e organizações troquem bens, serviços e trabalho. O Brasil, por exemplo, é um mercado. Já o mercado global não se limita a localizações geográficas específicas, mas envolve a troca de bens, serviços e mão de obra em qualquer lugar do mundo.

(6) CRIPTOGRAFIA – É uma forma de embaralhar os dados para que apenas partes autorizadas possam entender as informações. Em termos técnicos, é o processo de conversão de texto simples legível por humanos em texto incompreensível, também conhecido como texto cifrado. Em termos mais simples, a criptografia pega dados legíveis e os altera para que pareçam aleatórios. A criptografia requer o uso de uma chave criptografada: um conjunto de valores matemáticos com os quais o remetente e o destinatário de uma mensagem criptografada concordam. Embora os dados criptografados pareçam aleatórios, a criptografia prossegue de maneira lógica e previsível, permitindo que uma parte que recebe os dados criptografados e possui a chave certa, descriptografe os dados, transformando-os em texto simples.

(7) CONSUMIDORES – É quem paga para consumir os bens e serviços produzidos. Como tal, os consumidores desempenham um papel vital no sistema econômico de uma nação. Na ausência de sua demanda efetiva, os produtores não teriam uma motivação fundamental para produzir, que é vender aos consumidores.

(8) CADEIA DE SUPRIMENTOS – É uma rede entre uma empresa e seus fornecedores para produzir e distribuir um produto específico ao comprador final. Nela inclui diferentes atividades, pessoas, entidades, informações e recursos. Ela também representa as etapas necessárias para levar o produto ou serviço de seu estado original ao cliente. O seu gerenciamento é um processo crucial, por isso as empresas necessitam desenvolver cadeias de suprimentos otimizadas para que possam reduzir seus custos e permanecer competitivas no cenário de negócios, com um ciclo de produção mais rápido.

(9) EMPRESA – É uma entidade legal, comercial ou industrial, formada por um grupo de indivíduos encarregado de operá-la. Uma empresa pode ser organizada de várias maneiras para fins fiscais e de responsabilidade financeira, dependendo da legislação societária de sua jurisdição.

(10) SETOR DO VAREJO – É o setor que inclui todas as atividades que envolvem a venda de bens ou serviços por uma empresa diretamente ao consumidor, que geralmente são adquiridos para uso pessoal ou familiar. Costuma ser considerado um dos setores mais importantes para a economia de um país, pois numa economia saudável existe alta produção e, consequentemente, a riqueza se reflete no consumo; a maior parte concentrada no varejo.

(11) E-COMMERCE – É uma modalidade de comércio, via internet, também conhecido como comércio eletrônico, comércio virtual, comércio online ou comércio pela Internet, que permite aos consumidores comprarem bens, produtos e contratarem serviços, utilizando meios online de pagamento para execução dessas transações.

(12) TECNOLOGIA – Apresenta um conceito muito amplo, mas basicamente, podemos defini-la como o uso do conhecimento científico para criação de novas técnicas que contribuem para o aperfeiçoamento das habilidades do homem. Como exemplo, podemos citar uma plataforma tecnológica ou digital como modelo de negócio que utiliza a tecnologia para conectar pessoas e promover interações.

(13) LOJA – Um estabelecimento comercial, originalmente um local físico, mas agora também um estabelecimento virtual, que vende bens, produtos ou serviços ao público.

(14) PRODUTO – É qualquer item ou serviço que se vende para atender as necessidades ou desejos de um consumidor. Um produto pode ser físico ou virtual. Os produtos físicos incluem bens duráveis (carros, móveis e computadores) e bens não duráveis (alimentos e bebidas), enquanto os produtos virtuais representam as ofertas de serviços ou experiências, como os cursos online e software.

(15) SMARTPHONES – É um telefone celular que permite ao seu usuário fazer mais do que simples ligações e enviar mensagens de texto. Através da sua tela de toque é possível navegar na Internet e executar programas de software como um computador. Existem milhares de aplicativos para smartphones, incluindo jogos, programas para uso pessoal e para negócios, todos executados no telefone.

(16) INTERNET – É uma rede (WEB) global de bilhões de computadores e outros dispositivos eletrônicos, administrados por empresas, governos, universidades e outras organizações.

(17) BITCOIN – É um tipo de criptomoeda. Não há bitcoins físicos, apenas saldos mantidos em um livro-razão público ao qual todos têm acesso transparente. Todas as transações de bitcoin são verificadas por uma grande quantidade de poder de computação. Os bitcoins não são emitidos ou apoiados por bancos ou governos, nem os bitcoins individuais são valiosos como mercadoria. Apesar de não ter curso legal, o bitcoin é muito popular e desencadeou o lançamento de centenas de outras criptomoedas, chamadas coletivamente de altcoins. Bitcoin é comumente abreviado como "BTC".

(18) CARTEIRA DIGITAL – Conhecida como e-wallet, a carteira virtual de criptomoeda é um sistema digital, geralmente um software ou um hardware, que possibilita o armazenamento e transferência dessas moedas utilizando um celular ou um computador.

(19) CRIPTOMOEDA – Conhecida como moeda criptografada, é uma moeda digital ou virtual protegida por criptografia para controlar a sua criação e verificar as transações, o que torna quase impossível sua falsificação.

(20) MOEDA DIGITAL – Também conhecido como moeda virtual, dinheiro eletrônico, criptomoeda e moeda criptografada, seu valor não está relacionado a qualquer movimento e ação de política monetária e nem mesmo à coordenação de ação de governo. Sua negociação se dá pela internet e utiliza a criptografia. Essas transações são realizadas em tempo real e são possíveis graças ao blockchain.

(21) PAGAMENTO ONLINE – É uma troca eletrônica de moeda por bens ou serviços adquiridos. Os pagamentos online são facilitados por gateways de pagamento ou provedores de serviços de pagamento.

(22) PROGRAMA DE FIDELIDADE – Incentiva os clientes a voltarem às lojas onde fazem compras com frequência. Alguns dos incentivos podem incluir acesso avançado a novos produtos, descontos adicionais ou, às vezes, mercadorias gratuitas. Os clientes normalmente registram suas informações pessoais com a empresa e recebem um identificador exclusivo, como um ID numérico ou cartão de membro, e usam esse identificador ao fazer uma compra.

(23) TECNOLOGIA DISRUPTIVA – É aquela que substitui uma tecnologia estabelecida com um produto inovador, criando uma indústria completamente nova. São exemplos de tecnologia disruptiva: o computador pessoal ( PC ) que substituiu a máquina de escrever e mudou para sempre a maneira como trabalhamos e nos comunicamos; O e-mail que transformou a forma como nos comunicamos, em grande parte substituindo a escrita de cartas; o telefone celular que possibilitou às pessoas se comunicarem de qualquer lugar; o laptop e a computação móvel que possibilitaram uma força de trabalho móvel e que as pessoas se conectassem a redes corporativas e colaborassem de qualquer lugar; os smartphones que substituíram em grande parte os celulares e os PDAs e as redes sociais que impactaram na forma como nos comunicamos.

(24) INOVAÇÃO TECNOLÓGICA – É um conceito mais amplo do termo inovação. A inovação nada mais é que um processo através do qual um produto ou serviço é renovado e atualizado pela aplicação de novos métodos; introdução de novas técnicas ou estabelecimento de ideias de sucesso para criar novo valor. É transformar uma ideia em uma solução que agrega valor do ponto de vista do cliente. Por outro lado, a inovação tecnológica está centralizada apenas no fator tecnológico de um produto ou serviço. É importante esclarecer que a inovação não é impulsionada apenas pela tecnologia.